segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Quem realmente sou?



Olá, se você está lendo isso é porque pelo menos ficou um pouco interessado sobre mim. Mas não tenho nada de especial, só a minha vida sem graça com seus dias sem graça. Como esse. Mais um dia. A cada dia que passa eu fico mais perdida e mais solitária. Eu não sou quem eu realmente sou, na verdade eu não sei quem eu sou, eu não sei qual é a minha verdadeira personalidade, e eu devo isso à minha timidez que eu sempre tive desde criança. Eu não consigo fazer amigos por conta da minha timidez e por isso eu tento agradar todo mundo da forma que essas pessoas gostariam que eu realmente fosse, e só assim eu consigo ter “amigos”. Sei que não é culpa deles. Mas eu não consigo ser eu mesma quando as pessoas não me deixam confortável. Eu tenho que me sentir segura para ser realmente eu. E, por mais que parecesse impossível eu conseguir ter amigos de verdade, eu consegui. Nos dois primeiros anos do meu Ensino Médio eu fiz amigos que vou levar para sempre na minha vida. Fiz amigos que, pela primeira vez, conseguiram ver o bem que existe em mim e eu consegui ser eu mesma, consegui saber que amigos valem mais que uma paixão, que não devemos nos fixar tanto em um amor quando se têm amigos por perto, porque amigos te amam do jeito que você é, você não precisa mudar para agradar eles, pois eles vão ser seu porto seguro, sua fortaleza, eles são o motivo para você não desistir de si mesmo, e quando não desistimos, conseguimos liberdade. Mas no meu terceiro ano, eu, por motivos pessoais, mudei de cidade. Não, a amizade não acabou e nunca vai. Mas sem eles perto de mim eu me sinto vulnerável, me sinto a velha eu de criança, me sinto a tímida infeliz, sem uma luz para tirar da escuridão. Isso pode até ser uma lição, uma lição para confiar mais em mim mesma, para que eu seja meu próprio porto seguro. Eu não tenho confiança em mim, minha autoestima é baixa, penso que nunca vou conseguir realizar os meus sonhos, e, com tudo isso, uma parte de mim mesma que eu tinha descoberto com as minhas amigas, a felicidade, a alegria, a vontade de viver, se perdeu, se foi, e parece nunca chegar.

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